sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cartoon sobre ácido sulfúrico


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Colesterol

Os lípidos são um grupo de compostos químicos orgânicos, que possui uma classe de compostos com estrutura bastante variada, que apresentam características gerais como a alta solubilidade em solventes orgânicos (solventes apolares) e insolubilidade em água ou etanol (solventes polares). Existem vários tipo de moléculas diferentes que pertecem à classe dos lípidos, porém todas possuem mais ligações carbono-hidrogénio. A maioria tem poucos heteroatomos, são pobres em dipolos localizados e o carbono e hidrogênio possuem electronegatividade semelhante.
Os lípidos podem dividir-se em três classes estruturais havendo, deste modo, lípidos simples, lípidos complexos e percursores e derivado lipídicos - dentro dos quais podem ser Ácidos Gordos, Glicerol e Esteróides. Servem como reservas de energia, entre outras funções.
Os lípidos esteróis estão presentes nas membranas da maioria das células eucarióticas e caracterizase por ter um núcleo esteróide, -quase plano e relativamente rígido - constituído por 4 anéis fundidos entre si (3 com 6 átomos de carbono;1 com 5)- que impedem a rotação em torno de ligações C-C. O principal desta classe é o Colesterol, presente nos tecidos animais e alguns semelhantes em eucariotas. O Colesterol é anfipático e apresenta um grupo hidroxilo no carbono 3 (cabeça polar), quase tão longa na sua forma estendida como um ácido gordo com 16 carbonos. Tem um corpo hidrocarbonado não polar, com núcleo esteróide e cadeia lateral hidrocarbonada no carbono 17. No organismo humano é transportado por lipoproteinas plasmáticas, geralmente ligadas a ácidos gordos insaturados como o ácido linoléico, formando os ésteres de colesterol - forma pela qual também pode ser armazenado nas células. Apesar de desempenhar funções essenciais, de servir de precursor à síntese de outros esteróides, incluindo hormonas esteródes, sais biliares e vitamin D, também é conhecido pela sua associação com a aterosclerose, por obstruir o fluxo sanguíneo.
As Lipoproteínas podem ser classificadas quanto à natureza e à quantidade de lípidos e proteinas. Destacando-se as “Quilomícrons” - partículas de maior dimensões, que transportam as gorduras alimentares e o colesterol para os músculos e para o tecido adiposo; “VLDL”- sintetizadas pelo fígado e transportam triglicerídeos para músculos e tecido adiposo. Quanto mais triglicerídeos perdem, mais colesterol coletam e tornam-se “LDL”- maioria do colesterol que circula no sangue. São pequenas e densas o suficiente para atravessar os vasos sanguíneos e ligarem-se às membranas das células dos tecidos e, por esta razão, são as responsáveis por altos índices de doenças cardiovasculares e aterosclerose. Por sua vez. as “HDL” são responsáveis pelo transporte reverso do colesterol, transportando o excesso de volta ao fígado. Responsável por baixos indices de doenças cardiovasculares, sendo que valores altos não representam risco maior em termos de diagnóstico. Existem medicamentos, do grupo das estatinas, que revertem valores de LDL e aumentam HDL, pela inibição da enzima HMG-coA redutase - responsável pela produção de colesterol, no fígado - em indivíduos com valores alterados.

Trabalho realizado por:
Ana Alves
António Ferreira
Carolina Loureiro
Guilherme Esteves
Solange da Costa
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Stress oxidativo – principais defesas antioxidantes não-enzimáticas



Além das nossas defesas antioxidantes enzimáticas (sobre asquais escrevi este post), também temos várias moléculas que, apesar de não serem enzimas, nos protegem contra o stress oxidativo.

Glutationa (GSH):
A glutationa é uma molécula formada a partir de 3 aminoácidos diferentes, a glicina, o glutamato e a cisteína. Este último aminoácido é o mais importante para o papel da glutationa como defesa antioxidante, mais concretamente, é o grupo tiol que existe na cadeia lateral da cisteína que confere propriedades antioxidantes (por isso é que muitas vezes se representa a glutationa com GSH). De uma maneira geral, a glutationa vai reagir com peróxidos ou com radicais livres, impedindo que estes causem oxidação das nossas biomoléculas. Como consequência, a glutationa vi sofrer oxidação. Quando tal acontece, uma glutationa oxidada reage com outra glutationa oxidada, formando um dímero (GSSG). Este dímero é não funcional do ponto de vista de defesa antioxidante, pelo que, para voltar a ser funcional, temn que sofrer redução, um processo que requer NADPH. A glutationa é uma das nossas principais defesas antioxidantes, sendo particularmente importante para os glóbulos vermelhos.

Vitamina E:
O nome vitamina E é, na realidade, um nome coletivo, que designa um conjunto de moléculas chamadas tocoferóis. Os tocoferóis são moléculas maioritariamente compostas por carbonos e hidrogénios, ou seja, são moléculas hidrofóbicas. Devido a isso, tendem a acumular-se nas membranas e nos depósitos de gordura. Apresentam na sua estrutura várias ligações duplas, que têm a capacidade de acomodar de forma mais ou menos estável eletrões desemparelhados. Portanto, reagem com radicais livres, transformando-se elas em radicais livres muito mais estáveis e, por isso, menos reativos. A vitamina E é a nossa principal defesa antioxidante membranar, sendo fundamental para manter a integridade da bicamada fosfolipídica e, consequentemente, a integridade das células.

Vitamina C:
A vitamina C é uma molécula chamada de ácido ascórbico. É uma vitamina hidrossolúvel, que além de ser muito importante para a síntese do colagénio, é também uma excelente defesa antioxidante. Tal como acontece com a vitamina E, também a vitamina C tem a capacidade de reagir com as espécies reativas de oxigénio, neutralizando-as e impedindo, dessa forma, que destruam algumas das nossas biomoléculas. No entanto, neste caso trata-se de uma defesa antioxidante solúvel em água, uma das principais do plasma e do meio extracelular.

Ácido úrico:
O ácido úrico é o produto final da degradação das bases azotadas purínicas, sendo, por isso, considerado um “resíduo metabólico” que é excretado na urina. No entanto, enquanto não é excretado o ácido úrico desempenha um papel muito importante como defesa antioxidante no nosso plasma. É mais um exemplo notável de como é possível tirar partido de um resíduo metabólico enquanto o mesmo permanece no nosso corpo.

Bilirrubina:
A bilirrubina é o produto final da degradação do grupo heme. Tal como acontece com o ácido ascórbico, apesar de ser um “resíduo metabólico”, tem propriedades antioxidantes. Neste caso trata-se de uma molécula essencialmente hidrofóbica pelo que, antes de ser excretada através da bílis, defende as membranas biológicas contra espécies reativas de oxigénio.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Amido

O amido, também conhecido como amilo, é um glícido constituído por um único tipo de monossacarídeo, a glucose, sendo um homopolissacarídeo. Para se formar este polímero natural é necessário que a glucose se ligue entre si por ligações glicosídicas. É considerado   um polissacarídeo pouco solúvel e de elevado peso molecular, que não só serve como reservatório energético das plantas como também é o mais comum carbohidrato na alimentação humana, sendo encontrado em grandes quantidades em alimentos como a batata e o arroz. A nível da sua composição e estrutura, o amido é formado por várias sequências de apenas dois poliósidos: a α-amilose e a amilopectina, que são polímeros de glicose formados através de um processo de síntese por desidratação. 
A α-amilose é uma molécula linear formada por resíduos de glucose, que dão origem a um polímero de 250 a 300 resíduos de D-glicopiranose, ligadas por pontes glicosídicas α-1,4, que conferem à molécula uma estrutura helicoidal. No entanto, a amilopectina é uma macromolécula, menos hidrossolúvel que a α-amilose, constituída por cerca de 1400 resíduos de α-glicose ligadas por pontes glicosídicas α-1,4, ocorrendo também ligações α-1,6, responsáveis pela sua ramificação, em intervalos mais ou menos regulares (24 a 30 resíduos). A amilopectina constitui, aproximadamente, 80% dos polissacarídeos do grão de amido. A síntese de amido é realizada nos cloroplastos, auxiliada pelas enzimas amido sintetase, destacando-se a ADP-G, que tem como função a polimerização da glicose, ou seja, catalisa a incorporação da mesma no polímero. A digestão do amido, que acontece tanto no ser humano como nas plantas, tem como objetivo simplificar a estrutura do mesmo para este ser absorvido e alimentar as células. Ocorre através de reações de hidrólise em carbohidratos menores. Essa hidrólise é efetuada pelas enzimas amilases que existem na saliva e suco pancreático do Homem. Dentro destas enzimas, destacam-se a α-amilase, que rompe as ligações glicosídicas α-1,4 da amilose, ação da qual resultam a glucose e maltose, e a β-amilase, que rompe as ligações α-1,4 dos polissacarídeos promovidas pela hidrólise da amilopectina, de onde resulta apenas maltose. O amido pode ser identificado através de vários processos, de entre os quais se destaca a identificação pelo lugol (solução de iodo), empregue, por exemplo, para detetar a atividade extracelular de amilases. O amilo apresenta várias aplicações comerciais. Na indústria alimentar, devido ao seu baixo custo, é utilizado para alterar ou controlar diversas características alimentares, como por exemplo, a textura, podendo ainda ser usado para auxiliar no processamento de embalagens. Para além disso, este pode ser usado no tratamento da varicela, no fabrico de xaropes e de álcool etílico, sendo também um dos compostos mais importantes para a produção do bioplástico.
Texto escrito por:
Andreia Luís
Antónia Franco
Joana Silva
Laura Ferreira
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